Bahiatursa quer transformar o São João da Bahia em festa nacional ~ Vai Bahia

domingo, 29 de junho de 2008

29/06/2008 - 14h2m
*Da Redação, com informações do G1redacao@portalibahia.com.br

O dia de São Pedro, comemorado neste domingo (29), representa o fim dos festejos juninos pelo país. Mas o santo não é conhecido por ser festeiro. Humilde, o pescador deixou mulher e família para seguir Jesus. Segundo o padre Gustavo Haas, assessor de liturgia da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), São Pedro foi o primeiro apóstolo escolhido por Jesus e sempre exerceu um papel de liderança. “São Pedro se chamava Simão, e Pedro foi um nome dado por Jesus para significar a fortaleza da pedra, sobre a qual Jesus ergueu sua igreja. Um dos símbolos de Pedro é a chave que traz consigo, que representa a chave do Reino de Deus”, afirma Haas. De acordo com o padre, Pedro foi morto em Roma, em 67 d.C., por ser cristão. Ele teria sido crucificado de cabeça para baixo e enterrado onde atualmente está construída a Basílica de São Pedro. “A importância de Pedro para a Igreja é tão grande, como liderança e exemplo de fé, que todo papa é sucessor de São Pedro. Ele era um homem simples, mas que sempre esteve disposto a pregar”, afirma Haas. Também neste domingo é comemorado o dia de São Paulo. O santo morreu no mesmo ano que São Pedro, mas foi decapitado. “A crucificação era a pena de morte para quem não fosse cidadão romano, como Pedro, por exemplo. Paulo, que também morreu por ser cristão, era romano, e por isso sua pena de morte foi diferente”, diz Haas. A história de Paulo, ainda de acordo com o padre, ressalta aspectos importantes da fé e da conversão. “Paulo era intelectual e um grande conhecedor da cultura da época, mas antes de se converter ele era perseguidor dos cristãos, e chegou até a matar alguns deles”, diz. Depois da conversão, Paulo ficou conhecido por ser o primeiro a levar o evangelho além dos limites do império. “É característica de São Paulo anunciar o evangelho cidade a cidade. Ele escreveu muitas cartas em que dava testemunhos de sua fé e sua vida e, por sua cultura, cada carta condiz com a realidade do povo a que se destinava”, afirma.