Bahiatursa quer transformar o São João da Bahia em festa nacional Católicos e Candomblecistas festejam juntos em Salvador O dia dedicado à Santa Bárbara. ~ Vai Bahia

domingo, 4 de dezembro de 2016

O dia amanheceu turvo nebuloso cinzento neste domingo 4, deu uma chuva logo cedo, os que acreditam disseram: hoje ela vem é dia de Santa Bárbara. O calor foi tremendo mais a chuva com trovoada não veio.
A nossa repórter Jéssica Maria coitada sofreu um perrengue daqueles só para chegar sempre na frente, bebemos muito nessa caminhada mais em respeito a nossa gente em reverencia a santa só água, o calou não dissipava de forma alguma mais afinal isso é Bahia quem se importa com calor.

Santa Bárbara, para os católicos, e Iansã, para os candomblecistas, rainha dos raios, protetora dos bombeiros e adorada por milhares de fiéis, e os fiéis que formam uma grandiosa multidão vestidos de vermelho e branco como sempre promovem o grande destaque de toda festa.

 "Com a bênção de Oyá e as graças de Deus", dizia o padre Lázaro Muniz, que comandava a missa campal realizada no largo do Pelourinho, ao som de clarins, atabaques e o agogô
Entre um cântico e outro meio aos barulhos dos fogos de artifício homenageavam a santa. Devoto de Santa Bárbara e integrante da Irmandade dos Homens Pretos, ele contaram para a equipe do G1/BA que há 15 anos é responsável por badalar os sinos da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e pelos fogos. Quando o assunto é Iansã, Jaime faz questão de destacar. "Santa Bárbara é uma coisa e Iansã é outra. Uma foi degolada pelo pai e a outra é de origem africana do candomblé. É preciso separar as coisas, mas o que une as duas é a fé do povo, a fé alimenta", ressalta Jaime. Veja algumas fotos por: Jéssica Maria e Roque Medeiros - Vai Bahia.

Santa Bárbara foi, segundo a Tradição católica, uma jovem nascida na cidade de Nicomédia (na região da Bitínia), atual Izmit, Turquia nas margens do Mar de Mármara, isto nos fins do século III da Era cristã. A moça era a filha única de um rico e nobre habitante desta cidade do Império Romano chamado Dióscoro.
Por ser filha única e com receio de deixar a filha no meio da sociedade corrupta daquele tempo, Dióscoro decidiu fechá-la numa torre. Santa Bárbara na sua solidão, tinha a mata virgem como quintal, e questionava-se se de fato, tudo aquilo era criação dos ídolos que aprendera a cultuar com seus tutores naquela torre.
Por ser muito bela e, acima de tudo, rica, não lhe faltavam pretendentes para casamentos, mas Bárbara não aceitava nenhum.
Desconcertado diante da cidade, Dióscoro estava convencido que as "desfeitas" da filha justificavam-se pelo fato dela ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, ele permitiu que ela fosse conhecer a cidade; durante essa visita ela teve contato com cristãos, que lhe contaram sobre os ensinamentos de Jesus sobre o mistério da união da Santíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria a batizou.
Em certa ocasião, seu pai "decidiu construir uma casa de banho com duas janelas para Bárbara. Todavia, dias mais tarde, ele viu-se obrigado a fazer uma longa viagem. Enquanto Dióscoro viajava, Barbara ordenou a construção de uma terceira janela na torre, visto que a casa de banho ficara na torre. Além disso, ela esculpira uma cruz sobre a fonte".
O seu pai Dióscoro, quando voltou, "reparou que a torre onde tinha trancado a filha tinha agora três janelas em vez das duas que ele mandara abrir. Ao perguntar à filha o porquê das três janelas, ela explicou-lhe que isso era o símbolo da sua nova Fé. Este fato deixou o pai furioso, pois ela se recusava a seguir a Religião da Roma Antiga.

Sentença de Morte

A tortura de Santa Bárbara
Debaixo de um impulso e fúria, e obedecendo a suas tradições romanas, Dióscoro denunciou a própria filha ao prefeito Martiniano que a mandou torturar numa tentativa de a fazer renunciar sua fé, fato que não aconteceu. Assim, Márcio condenou-a à morte por degolação".
Durante sua tortura em praça pública, uma jovem cristã de nome Juliana denunciou os nomes dos carrascos, e imediatamente foi presa e entregue à morte juntamente com Bárbara.
Ambas foram levadas pelas ruas de Nicomédia por entre os gritos de raiva da multidão. Bárbara teve os "seios cortados, depois foi conduzida para fora da cidade onde o seu próprio pai a executou, degolando-a. Quando a cabeça de Bárbara rolou pelo chão, um imenso trovão estrondou pelos ares fazendo tremer os céus. Um relâmpago flamejou pelos ares e atravessando o céu fez cair por terra o corpo sem vida de Dióscoro.

Atribuições de Santa Bárbara

Depois deste acontecimento contado nesta lenda, Santa Bárbara passou a ser conhecida como "protectora contra os relâmpagos e tempestades" e é considerada a Padroeira dos artilheiros, dos mineiros e de todos quantos trabalham com fogo.
Oração à Santa Bárbara
Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

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